13/04/2011

O trecho a seguir foi traduzido de entrevista concedida pelo escritor Daniel Pinchbeck ao site Neofiles em 2005.


"Não devíamos nos fixar no ano 2012. Eu diria que já estamos num período de transição, uma transição para uma nova forma de consciência humana, e esse processo deve se completar em algum ponto próximo dessa data. É importante notar que o processo está tomando forma agora, e está aumentando sua intensidade. Mas o que é esse processo? Eu tenho encarado o assunto por uma série de perspectivas filosóficas e esotéricas. Por exemplo, [...] [o psicanalista Carl] Jung propunha que mente e matéria na verdade não são separáveis, e a relação entre as duas se manifesta através de sincronicidades, conexões telepáticas e de várias outras maneiras. Ele percebia que a humanidade está suprimindo a "realidade da psique", e que essa supressão não pode durar para sempre. Antes de morrer ele viu diversos sinais que interpretou como possíveis passos rumo a uma mudança na natureza da psique. O filósofo do século 20 Jean Gebser escreveu uma obra-prima sobre a evolução da consciência humana, "The Ever-Present Origin" (1986), na qual ele divide tal evolução em várias estruturas e estágios. De acordo com sua tese, a humanidade está à beira da passagem do que ele chama de estrutura "mental-racional" para uma que ele denomina "integral-aperspectiva". A essência dessa transformação seria uma mudança no modo como compreendemos e vivenciamos o tempo. Nós também passaríamos a considerar estruturas antigas de consciência, como o misticismo e a magia, ao invés de rejeitá-las, como fazemos agora. Gebser nota que ainda nos imaginamos contidos num tempo definido por metáforas espaciais - "o tempo está acabando", "não temos mais tempo", "estou gastando meu tempo" etc. Tratamos o tempo como uma quantidade - pode-se ter o suficiente ou não. Mas, como Gebser aponta, o tempo não é nada disso - o tempo é um elemento estruturador subjacente da realidade, e nada tem a ver com espaço. Essa má-interpretação da natureza do tempo seria a causa de nossa atual crise - algo que ele descreve como o mesmo que tentar pilotar um jumbo dentro de uma salinha. Gebser não sabia sobre o calendário Maia, mas o que para mim é tão interessante sobre o calendário é que ele apresenta uma orientação diferente em relação ao tempo, uma que eu diria ser muito mais útil. Os dias são considerados "tons" que possuem uma relação harmônica entre si, girando em ciclos de 260 dias. A sincronicidade é parte integrante do calendário Maia, em oposição ao linear e arbitário calendário Gregoriano que nós usamos e que nos impõe um certo modelo de tempo linear. A visão de Arguelles [José Arguelles, líder espiritual new age e autor do livro "The Mayan Factor: Path Beyond Technology", sobre o calendário Maia] é que os calendários eram originalmente usados para nos sintonizar com os ciclos naturais, mas os calendários solares usados pela civilização ocidental têm sido artificialmente desincronizados, e não correspondem aos ciclos lunares. Isso acaba por nos afastar cada vez mais da ordem natural das coisas, rumo a padrões de comportamento cada vez mais artificiais, desincronizados e talvez até dementes. Especificamente, a data de 21 de dezembro de 2012 no calendário Maia conclui um ciclo de 5.125 anos, o que, para eles, é um movimento completo na história humana - englobando desde as origens da civilização (com a construção do Stonehenge e das pirâmides) até o período diante de nós, que eles pareciam considerar como um ponto de transformação inevitável para a evolução humana. Em termos astronômicos, naquela data o sol do solstício de inverno estará alinhado com [...] uma fenda escura no centro da Via Láctea. Hoje sabemos que existe um enorme buraco negro neste ponto - astrônomos de hoje descobriram-no vários anos atrás, mas o calendário Maia já chamava a fenda de "buraco negro" em sua época, de acordo com John Major Jenkins [autor de diversos livros sobre o assunto, entre eles "Maya Cosmogenesis 2012" (1998)]. Teríamos que aceitar a noção de que o movimento de enormes corpos celestes poderia estar exercendo algum tipo direto de efeito energético sobre a consciência humana na Terra - claro, esse tipo de idéia é a base da Astrologia, tal como da teoria egípcia para a Precessão dos Equinócios. Num nível intuitivo, uma coisa que eu enxergo sobre a transição é que a realidade parece estar reagindo sutilmente cada vez mais, ao mesmo tempo em que se torna menos densa em sua forma material. Isso parece acontecer em fases. Mais e mais pessoas que eu conheço - e isso é totalmente verdade - estão experimentando mais sincronicidades, mais pensar em algo e esse algo acontecer; pensar em alguém e esse alguém aparecer. É como se a atmosfera psíquica estivesse se aquecendo - ou, nos termos de Gebser, como se a consciência estivesse se intensificando. É claro que o único modo de afirmar que isso está acontecendo é cuidadosamente tomando nota de suas próprias experiências, observações e estados de consciência."

13/02/2011

“Falam de tudo.
Da moral, do comportamento, dos sentimentos, das reações, dos medos,
das imperfeições, dos erros, das criancices, ranzinzisses, chatices,
mesmices, grandezas, feitos, espantos.
Sobretudo falam do comportamento e falam porque supõem saber.
Mas não sabem, porque jamais foram capazes de sentir como o outro sente.
Se sentissem não falariam.”

31/12/2010

POSITIVE VIBRATIONS..


É final de ano, e nada me encanta mais que essa época.
É tão boa a sensação de recomeçar, renovar.
São votos, promessas, esperanças, sonhos..
Nos faz sentir vivos!
Temos 12 meses para renovar, cumprir, acreditar, realizar!
Pra mim, dezembro é mágico.
Temos simpatias, rituais..tudo isso para continuarmos acreditando.
Como já escrevi aqui (eu acho)..
bendito seja quem inventou o calendário!!!!!!
O melhor ano das nossas vidas pode estar começando agora.
E só depende de uma pessoa fazê-lo tão bom:VOCÊ.
Basta ACREDITAR!
.
Meus mais sinceros desejos de um 2011 magnífico!
Para todos!!!!!!

22/10/2010

Quer saber? É bem feito!!!


Estava eu, fazendo minha caminhada hoje....
O parque onde sempre vou caminhar estava abarrotado
de carros por conta de uma tal feira de semi-novos, ou coisa assim..
Não entrei no parque mas segui reto, pensei:
_Ah, vou até a rótula e volto, melhor que nada.
Segui caminhando, distraída com meus fones de ouvido,
qdo de repente, um alvoroço de gente, uns carros meio
atravessados na rua e uma carroça, bem louca, correndo sozinha!
Ajustei o foco (tenho astigmatismo) pra ver o que se passava..
Por algum motivo, que não vi qual foi (provavelmente alguma chicotada),
o cavalo que estava puxando a carroça se assustou e arrancou
rápido, tão rápido que o animal (sem querer ofender os bichinhos, claro)
que estava em cima do "veículo" caiu.
O motivo eu não vi direito, mas que o tombo foi lindo,
ah isso foi!!
Daí vem a parte triste..o cavalo saiu correndo, atravessou a outra faixa
e subiu na calçada...na contramão.
O bicho estava muito assustado, correndo bastante.
Até onde vi, não tinha machucado ninguem (além do homem que conduzia
a carroça) nem atingido nenhum carro!
Fiquei nervosa, pois fiquei pensando como iriam para-lo,
pois ele corria muito, dei meia volta e vim pra casa.
Mas vim pensando....
Desculpe, muita gente vai dizer que a pessoa estava trabalhando
e blá, blá, blá...
E bem sabemos que (suuuper) provavelmente o infeliz
que vinha na carroça deve ter sentaaaado a mão no cavalo.
Bemmmmmm feitooooooooo!!!!!!
Caiu, se machucou e ainda passou a maior vergonha
em plena Avenida Medianeira!
Rá!
Pode ser que ele tenha entendido um pouco, se é que isso
é possivel, da dor que o animal sente.
É sério, fico P...da vida qdo me deparo com essas coisas.
Gente covarde, vai bater em alguem que pode revidar.
Maltratar um bicho, seja ele quel for (exceto insetos)
é covardia, maldade pura.
Não acho justo, uma pessoa consegue se defender,
pedir ajuda..eles não!
PRONTO, FALEI!!!!!!

15/10/2010

"Essa é minha vida, esse é meu clube"
.
.
.
Difícil definir a nós mesmos.
Difícil reconhecer nossos defeitos
e ignorar nossas qualidades.
Difícil saber o que se quer,
não desistir.
Passei boa parte da minha vida pensando nas
coisas que faria com ela.
E poucas vezes decidi o que queria.
A dúvida sempre me corroeu, sempre.
A dúvida e a culpa.
A maldita culpa de não saber o que fazer da vida.
Logo eu, que medito e julgo me conhecer tão bem!
Pois é.
Já passei longas noites desviando assuntos para não
admitir a mediocridade de uma "sem profissão".
Perdi hooooras de sono imaginando um caminho para seguir.
Já tive essa conversa com meus "corpos sutis"..
já tive essa conversa com o espelho!
Hoje entendo melhor.
Entendo que sou o todo de várias partes das coisas que já passei.
Entendo que para saber as coisas que quero é preciso
estar atenta, em paz.
É isso que busco por hora.
A atenção da minha mente e a paz do meu espírito!
Para poder , ao menos, um dia poder dizer:
ERA AQUI QUE EU QUERIA CHEGAR!

12/10/2010

"Diga espelho meu..."
.
Li em algum lugar, uma vez, que "ser feliz sem motivos é a
mais autêntica forma de felicidade"..hoje entendo!
Já fui feliz por vários motivos isolados,
por dinheiro, por namorado, por amigos...
Mas agora é diferente, não tenho um motivo específico,
é amplo, é profundo, é sincero.
Não é daquelas felicidades momentâneas de quando
conquistamos algo, é uma tranquilidade construída
e conquistada.Daquelas que se vai colocando tijolinho
por tijolinho ao longo de mto tempo e auto-conhecimento!
Acredito que essa felicidade seja fruto (alem de outras coisas)
de mta reflexão, de saber até que ponto certas coisas (ou pessoas)
me fazem bem ou mal.
E isso faz tanta diferença.
Saber escolher as pessoas e os sentimentos cultivados!
E como é bom..
Cantar, no chuveiro que seja:
"Diga espelho meu, se há na avenida alguém mais feliz que eu"

08/10/2010


"A compaixão pelos animais está
intimamente ligada à bondade de caráter,
e pode ser seguramente afirmado que
quem é cruel com os animais
não pode ser um bom homem."
(Arthur Schopenhauer)